ICATOR no 12º Congresso Sul-Brasileiro de Cirurgia Torácica

Participação em programação científica e integração com os principais centros da especialidade

Entre os dias 19 e 21 de abril de 2026, a cidade de Porto Alegre (RS) sediou o 12º Congresso Sul-Brasileiro de Cirurgia Torácica, reunindo especialistas da região Sul do Brasil em um dos mais relevantes encontros científicos da especialidade.

A programação contemplou uma abordagem abrangente da cirurgia torácica contemporânea, com destaque para câncer de pulmão, inovação tecnológica, cirurgia minimamente invasiva e métodos diagnósticos avançados.

A equipe do ICATOR esteve presente no evento, com participação ativa em atividades científicas e discussões clínicas de alta relevância.

Participação na programação oficial

Durante o congresso, membros do ICATOR integraram a programação científica em diferentes momentos.

O Dr. Maurício Pimentel participou como comentador na atividade de EBUS ao vivo, contribuindo diretamente na discussão de casos e na análise de estratégias diagnósticas minimamente invasivas, fundamentais no estadiamento das doenças torácicas. Também esteve presente em discussão multidisciplinar sobre câncer de pulmão, reforçando a importância da integração entre especialidades na definição do tratamento.

O Dr. Fábio May da Silva teve participação de destaque no congresso, atuando como membro da banca de avaliação da prova de título de especialista, além de contribuir como comentador nas sessões de temas livres apresentados. Também participou de discussão multidisciplinar sobre câncer de pulmão, abordando aspectos relacionados à tomada de decisão cirúrgica em cenários complexos.

O Dr. Felipe Brito integrou a programação na Roda de Conversa “O Caminho Após o Término da Residência”, contribuindo com reflexões sobre a formação profissional e os desafios da transição para a prática assistencial.

Programação científica e tendências da especialidade

  • Tratamento atual do câncer de pulmão
  • Terapias neoadjuvantes, perioperatórias e adjuvantes
  • Rastreamento e estadiamento
  • Cirurgia robótica e videotoracoscopia (VATS)
  • EBUS e diagnóstico minimamente invasivo
  • Manejo de casos complexos e transplante pulmonar

A realização de cirurgias ao vivo e procedimentos diagnósticos durante o evento reforçou o papel da tecnologia na evolução da especialidade.

Integração e atualização contínua

A participação do ICATOR no congresso reforça o alinhamento do grupo com os principais avanços da cirurgia torácica e com centros de referência da região Sul.

  • Atualização científica baseada em evidências
  • Aprimoramento técnico contínuo
  • Integração multidisciplinar
  • Melhoria da qualidade assistencial

Compromisso com a excelência

A participação ativa em programação científica no congresso reforça o compromisso do ICATOR com a evolução constante da cirurgia torácica.

A atuação em ambientes de discussão qualificada e avaliação de especialistas contribui diretamente para a incorporação de novas práticas e para a manutenção de elevados padrões de qualidade no cuidado aos pacientes.

 

Cirurgia Robótica no Tratamento do Câncer de Pulmão: Tecnologia, Precisão e Mais Chances de Cura com a ICATOR

Cirurgia oncológica pulmonar com tecnologia robótica em Florianópolis

Na tarde de hoje, a ICATOR – Instituto de Cirurgia Avançada do Tórax realizou mais uma
lobectomia oncológica pulmonar no Hospital SOS Cárdio, utilizando a
plataforma robótica DaVinci X, tecnologia já disponível em nossa cidade e que representa
um avanço significativo no tratamento cirúrgico do câncer de pulmão.

A cirurgia robótica permite a realização de procedimentos minimamente invasivos,
com altíssimo grau de precisão, proporcionando mais segurança, eficácia e melhores
resultados oncológicos para os pacientes.

 

Benefícios da cirurgia robótica para o paciente

A utilização da plataforma robótica DaVinci X traz vantagens importantes quando comparada
às técnicas tradicionais, destacando-se:

  • Alta precisão dos movimentos cirúrgicos
  • Visualização ampliada e detalhada das estruturas anatômicas
  • Menor trauma cirúrgico
  • Redução da dor no pós-operatório
  • Menor tempo de internação hospitalar
  • Recuperação mais rápida
  • Retorno mais precoce às atividades diárias

Ressecção oncológica padronizada e excelência nos resultados

Um dos grandes diferenciais da cirurgia robótica é a possibilidade de realizar uma
ressecção oncológica padronizada, seguindo critérios técnicos internacionais utilizados
pelos cirurgiões que operam com essa plataforma.

A experiência da ICATOR demonstra que essa técnica permite uma
ressecção mais ampla e precisa, resultando em:

  • Melhor estadiamento da doença
  • Avaliação linfonodal mais completa
  • Ampliação das possibilidades de tratamento complementar
  • Melhores resultados oncológicos a longo prazo

Câncer de pulmão: importância do diagnóstico precoce

O câncer de pulmão permanece como uma doença de alta prevalência e letalidade,
fortemente associada ao tabagismo, seu principal fator de risco.

Por isso, a ICATOR – Instituto de Cirurgia Avançada do Tórax reforça a importância de:

  • Cessação do tabagismo
  • Participação em programas de rastreamento (screening)
  • Realização de exames em pacientes assintomáticos sob risco

O diagnóstico precoce permite oferecer tratamento no momento ideal, aumentando
significativamente as chances de cura.

O caso clínico: abordagem cirúrgica personalizada

O procedimento de hoje foi realizado em uma paciente de 74 anos, ex-tabagista,
que interrompeu o hábito de fumar há aproximadamente cinco anos. Mesmo após a
cessação, os danos causados pelo tabaco ao longo da vida podem continuar se manifestando.

A paciente apresentou um nódulo pulmonar, previamente biopsiado, com diagnóstico
confirmado de adenocarcinoma pulmonar, o tipo mais comum de câncer de pulmão
atualmente, especialmente prevalente em mulheres e também em pacientes que nunca fumaram.

Além do tabagismo, outros fatores de risco incluem história familiar e
exposição a agentes carcinogênicos.

Lobectomia pulmonar robótica: tecnologia a favor da vida

O tratamento escolhido foi a lobectomia pulmonar, procedimento no qual é retirado
um lobo do pulmão direito da paciente. A cirurgia foi realizada com o auxílio da
plataforma robótica DaVinci X, permitindo máxima precisão, segurança e controle.

A ICATOR – Instituto de Cirurgia Avançada do Tórax mantém o compromisso de oferecer
aos seus pacientes o que há de mais moderno e seguro na cirurgia torácica,
aliando tecnologia, experiência médica e cuidado individualizado.

ICATOR: inovação, segurança e excelência em cirurgia torácica

A cirurgia robótica representa mais um avanço no cuidado oncológico oferecido pela
ICATOR, reafirmando seu compromisso com a inovação, a excelência técnica e a
humanização no tratamento dos pacientes.

ICATOR Florianópolis apresenta um caso de baixa complexidade conduzido por videotoracoscopia, com atuação dos cirurgiões Felipe Britto e Maurício Pimentel.

 

1. Introdução ao Caso

Foi realizada uma lobectomia pulmonar por videotoracoscopia uniportal(U-VATS) para tratar bronquiectasias localizadas em um dos lobos pulmonares.

O caso, apesar da alta complexidade, permitiu a condução do tratamento por via minimamente invasiva.

A paciente apresentava sintomas e repercussões clínicas que tornavam a intervenção cirúrgica a melhor alternativa terapêutica.

2. O que são Bronquiectasias?

Doença estrutural pulmonar caracterizada pela dilatação permanente dos brônquios.

Geralmente ocorre após:

  • Infecções pulmonares prévias (especialmente tuberculose em nosso meio).
  • Pneumonia grave ou necrotizante.

Doenças congênitas ou estruturais, como:

  • Discinesia ciliar primária.
  • Fibrose cística.

Pode gerar sintomas frequentes, incluindo:

  • Infecções respiratórias de repetição.
  • Tosse crônica produtiva.
  • Hemoptise (tosse com sangue), que muitas vezes indica necessidade de intervenção cirúrgica.

3. Indicação do Tratamento Cirúrgico

O tratamento cirúrgico é indicado quando:

  • Há infecções recorrentes que não melhoram com manejo clínico.
  • Ocorrência de hemoptise persistente.
  • Comprometimento funcional de um segmento pulmonar específico.

A cirurgia é um dos pilares do tratamento, sempre integrada ao acompanhamento:

  • Clínico com pneumologista, garantindo controle da infecção.
  • Fisioterapêutico, para otimizar a função respiratória antes e depois da operação.

4. Por que a Cirurgia Pode Ser Mais Complexa?

Em geral as bronquiectasias podem gerar desafios técnicos devido a:

  • Inflamações repetidas ao longo dos anos.
  • Aderências entre o pulmão e a parede torácica.
  • Presença de tecido endurecido ou mais friável.

Esses fatores costumam tornar o ato cirúrgico mais delicado. Contudo, a experiência da equipe e o preparo adequado da paciente favoreceram um procedimento seguro e controlado.

5. A Técnica Minimamente Invasiva (Videotoracoscopia – VATS)

Realizada por pequenas incisões no tórax. Neste caso em especifico foi utlizada a técnica uniportal, onde por uma única mini incisão a cirurgia é realizada.

Utiliza câmera de alta definição e instrumentos delicados, permitindo:

  • Maior precisão na dissecção dos tecidos.
  • Menor sangramento.
  • Menor dor pós-operatória.
  • Estética mais favorável para o paciente.

A técnica minimamente invasiva proporciona:

  • Recuperação mais rápida.
  • Retorno precoce às atividades.
  • Internação reduzida, quando comparada à cirurgia aberta convencional.

6. Evolução Pós-operatória da Paciente

A paciente despertou bem, estável e sem intercorrências.

Como rotina da lobectomia, foi deixado um dreno torácico, que geralmente permanece:

  • Entre 48 e 72 horas, dependendo da evolução individual.

O tempo médio de internação nesses casos gira em torno de:

  • 3 a 4 dias.

A equipe reforça a importância do acompanhamento fisioterapêutico para otimizar a expansão pulmonar e prevenir complicações.

7. Conclusão

A ICATOR Florianópolis reforça seu compromisso com práticas cirúrgicas modernas e seguras.
A realização de uma lobectomia pulmonar minimamente invasiva em caso de bronquiectasia localizada demonstra o avanço contínuo na abordagem de doenças torácicas e a importância da integração entre tecnologia, experiência cirúrgica e cuidado multidisciplinar.

A relevância do câncer de pulmão no Brasil

O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo e no Brasil. Grande parte dos casos ainda é diagnosticada em estágio avançado, o que reduz as chances de cura e impacta diretamente na sobrevida dos pacientes.

No Sistema Único de Saúde (SUS), os desafios se intensificam: há dificuldades no acesso ao diagnóstico precoce, disparidades regionais na oferta de exames e limitações na incorporação de terapias modernas. Esses obstáculos tornam fundamental o debate sobre como melhorar fluxos de atendimento e garantir mais equidade no tratamento.

O 3º Encontro do RBCP

Nos dias 29 e 30 de agosto de 2025, aconteceu em São Paulo o 3º Encontro do Registro Brasileiro de Câncer de Pulmão (RBCP), no InCor – Instituto do Coração. O evento reuniu especialistas de diversas áreas da saúde para discutir como o SUS vem lidando com o câncer de pulmão e quais caminhos podem ser adotados para melhorar a jornada do paciente.

Entre os temas abordados, destacaram-se:

  • Rastreamento e detecção precoce.
  • Estadiamento e diagnóstico molecular.
  • Diferenças entre SUS e setor privado.
  • Tratamento inicial, localmente avançado e metastático.
  • Sustentabilidade financeira para incorporação de novas tecnologias.
  • Disparidades regionais no acesso a serviços especializados.

O encontro reforçou a importância de alinhar dados, experiências e políticas públicas para reduzir desigualdades e melhorar os desfechos dos pacientes.

O que é o Registro Brasileiro de Câncer de Pulmão

O Registro Brasileiro de Câncer de Pulmão (RBCP) é uma iniciativa nacional que coleta dados de pacientes atendidos em diferentes regiões do país. Seu objetivo é identificar desigualdades, orientar políticas públicas e aprimorar protocolos de cuidado, tornando o tratamento mais eficaz tanto no SUS quanto na saúde suplementar.

Há alguns anos a ICATOR contribui com esse registro, sendo hoje o grupo fora de São Paulo que mais inclui pacientes. Essa participação ativa não apenas melhorou a qualidade do atendimento aos nossos pacientes, mas também gerou artigos científicos relevantes e levou nosso trabalho a eventos nacionais e internacionais, ampliando o alcance da cirurgia torácica catarinense.

A contribuição do Dr. Fábio May e do Dr. Maurício Pimentel

A ICATOR esteve representada no evento pelos cirurgiões torácicos Dr. Fábio May e Dr. Maurício Pimentel, ambos com atuação destacada na oncologia torácica.

Dr. Fábio May

  • Trouxe sua experiência em cirurgia torácica minimamente invasiva, técnica que reduz complicações e acelera a recuperação do paciente.
  • Reforçou a necessidade de infraestrutura e capacitação no SUS para ampliar o acesso a esse tipo de procedimento.
  • Destacou a importância da integração entre equipes multiprofissionais e gestores de saúde.

Dr. Maurício Pimentel

  • Contribuiu com sua vivência clínica no manejo de pacientes oncológicos em diferentes estágios da doença.
  • Abordou os desafios de acesso a diagnóstico precoce e tratamento adequado dentro do SUS.
  • Enfatizou a necessidade de protocolos claros e de maior agilidade nos fluxos de atendimento, para garantir melhores resultados.

A participação conjunta dos dois cirurgiões reforça o compromisso da ICATOR em levar a experiência prática de Santa Catarina para o debate nacional sobre câncer de pulmão.

Impactos esperados

  • Priorizar o rastreamento precoce de grupos de risco.
  • Expandir o acesso a diagnóstico molecular e terapias modernas no SUS.
  • Reduzir as desigualdades regionais, com investimento em infraestrutura e formação de profissionais.
  • Implementar protocolos nacionais para agilizar fluxos e reduzir atrasos no tratamento.
  • Estimular a pesquisa aplicada no SUS, gerando dados para embasar políticas públicas.

O 3º Encontro do RBCP demonstrou que enfrentar o câncer de pulmão no SUS exige união entre especialistas, gestores e instituições. A participação do Dr. Fábio May e do Dr. Maurício Pimentel, representando a ICATOR, reforçou a relevância da cirurgia torácica no cenário nacional e evidenciou o papel ativo do grupo na busca por soluções para a saúde pública.

Mais do que identificar problemas, o evento trouxe propostas concretas para transformar a realidade dos pacientes com câncer de pulmão no Brasil, caminhando para um atendimento mais justo, eficiente e humano.

Ciência, inovação e participação internacional

De 12 a 16 de agosto de 2025, em Boston (EUA), aconteceu o Immersion Course on Comprehensive Lung Cancer Treatment and Surgical Innovation, evento de referência mundial em cirurgia torácica e tratamento multidisciplinar do câncer de pulmão. O encontro reuniu especialistas de diversos países para discutir avanços diagnósticos, terapêuticos e cirúrgicos que estão redefinindo o cuidado ao paciente oncológico.

O curso contou com uma programação intensa, incluindo debates científicos, cirurgias ao vivo, workshops práticos e mesas redondas. Entre os principais temas:

  • Diagnóstico e estadiamento precoce do câncer de pulmão (IA, novas recomendações de imagem e biópsia robótica);
  • Tomada de decisão em NSCLC inicial (lobectomia, terapias neoadjuvantes e SBRT);
  • Testes moleculares e terapias-alvo em diferentes estágios da doença;
  • Cirurgias complexas transmitidas ao vivo (segmentectomias, técnicas robóticas e uso de plataforma ION);
  • Discussões de complicações e casos latino-americanos, fortalecendo a troca de experiências.

O ICATOR esteve representado pelos doutores Felipe Britto e Thiago Marcos, que acompanharam de perto os debates, workshops, cirurgias ao vivo e discussões clínicas com líderes internacionais.

Dia 12 – Acompanhamento cirúrgico

Antes da programação oficial, os participantes visitaram o centro cirúrgico do Brigham and Women’s Hospital, acompanhando procedimentos ao vivo e conhecendo a infraestrutura de excelência utilizada em Boston. Essa imersão prática preparou o terreno para as discussões científicas dos dias seguintes.

Dia 13 – Workshops e boas-vindas

Na quarta-feira, o curso iniciou com workshops práticos em áreas-chave:

  • Cirurgia esofágica;
  • Robótica (Ion & SP);
  • Segmentectomia;
  • Transplante e ECMO;
  • Casos complexos.

O dia terminou com o evento de boas-vindas em um Sunset Harbor Cruise, momento de integração entre especialistas de todo o mundo.

Dia 1 – Avanços no diagnóstico e estadiamento precoce

A quinta-feira (14) foi dedicada às inovações no diagnóstico e estadiamento do câncer de pulmão em fases iniciais:

  • Uso de inteligência artificial na interpretação de exames e novas recomendações para a tomografia de nódulos pulmonares;
  • Debate sobre estratégias de biópsia (agulha transtorácica versus broncoscopia robótica);
  • Atualizações no papel do EBUS para estadiamento do mediastino e a comparação entre imagem, EBUS e cirurgia;
  • À tarde, foco na patologia moderna: ctDNA e implicações clínicas do achado STAS nos laudos.

Dia 2 – Tratamentos sistêmicos e cirurgias ao vivo

Na sexta-feira (15), o destaque foi a integração de novas terapias sistêmicas ao tratamento cirúrgico do câncer de pulmão:

  • Papel da análise genômica completa, novos agentes terapêuticos e limites da cirurgia em doença localmente avançada;
  • Tumor Board com casos reais discutidos de forma interativa;
  • Cirurgias transmitidas ao vivo, apresentando técnicas de ressecção pulmonar robótica e segmentectomia, com critérios de escolha e resultados esperados.

Dia 3 – Cirurgias complexas e desafios técnicos

No sábado (16), a programação enfatizou técnicas cirúrgicas avançadas e a gestão de situações desafiadoras:

  • Manejo de linfonodomegalias pós-terapia neoadjuvante;
  • Limites da cirurgia robótica após quimio e imunoterapia;
  • Abordagens para infiltrações vasculares;
  • Sessão de complicações cirúrgicas e casos latino-americanos, reforçando o caráter colaborativo do curso.

A contribuição do ICATOR

A presença dos doutores Felipe Britto e Thiago Marcos demonstra o compromisso do ICATOR em manter-se na fronteira do conhecimento científico e tecnológico. Ao acompanhar de perto discussões sobre IA aplicada ao câncer de pulmão, cirurgias robóticas de alta complexidade, terapias-alvo e integração multidisciplinar, os especialistas fortalecem a prática clínica em Santa Catarina com as melhores referências internacionais.

Mais do que acompanhar tendências, a participação ativa em um evento dessa magnitude reforça o papel do ICATOR como referência em cirurgia torácica e no tratamento do câncer de pulmão, sempre alinhado às melhores práticas globais.

Agosto Branco: Conscientização e Prevenção do Câncer de Pulmão

Para este material especial, contamos com a contribuição e experiência do
Dr. Maurício Pimentel – ICATOR – CRM/SC 19.059 e do
Dr. Arthur Gentilli – Imunocore – CRM/SC 21.910, que compartilharam dados, perspectivas e alertas fundamentais sobre esse grave problema de saúde pública.

O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Branco, dedicada à prevenção e conscientização sobre o câncer de pulmão e os riscos do tabagismo. Essa é uma das doenças mais desafiadoras no cenário da saúde pública mundial e que, no Brasil, já desponta como uma das principais causas de morte por câncer.

O tabagismo é historicamente o maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão. No entanto, não é o único: a exposição à poluição ambiental e o histórico familiar também representam ameaças importantes e exigem atenção.

Desde a década de 1970, as doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), ocuparam o topo das estatísticas de mortalidade. Contudo, nas últimas décadas, o câncer tem se consolidado como a principal causa de morte em grandes cidades e capitais, com previsão de que, até 2030, seja também a maior causa em todo o Brasil. Diferente do que muitos imaginam, não é apenas o envelhecimento populacional que explica esse cenário: o câncer afeta, cada vez mais, pessoas em plena fase produtiva, entre 35 e 60 anos de idade.

Novos desafios: o impacto do cigarro eletrônico

A redução no consumo de cigarro nas últimas décadas diminuiu de forma significativa os casos de câncer de pulmão. Porém, uma nova ameaça preocupa médicos e especialistas: a popularização do vaping e dos cigarros eletrônicos, especialmente entre os jovens.

Esses dispositivos, muitas vezes vistos como inofensivos, contêm uma mistura de substâncias potencialmente cancerígenas, capazes de aumentar o risco de doenças respiratórias graves. O que antes era incomum — diagnosticar câncer de pulmão em pacientes jovens — hoje se tornou realidade mais frequente, exigindo atenção e políticas públicas eficazes.

A importância do diagnóstico precoce

Um dos grandes desafios do câncer de pulmão é que, em 84% dos casos diagnosticados anualmente, a doença já está em estágio avançado. Isso ocorre porque os sintomas iniciais costumam ser silenciosos ou confundidos com problemas respiratórios comuns.

Nesse contexto, o rastreamento com tomografia de baixa dose é fundamental para pessoas com maior risco — como fumantes, ex-fumantes ou indivíduos com histórico familiar da doença. Diretrizes brasileiras já reconhecem esse método como eficaz para aumentar a chance de diagnóstico precoce e, consequentemente, melhorar os índices de sobrevida.

Câncer: doença crônica que pode ser tratada

Ao contrário do senso comum, o diagnóstico de câncer não deve ser encarado como uma sentença de morte. Assim como doenças crônicas como hipertensão e diabetes, o câncer pode e deve ser tratado. O diferencial está em identificar a doença o quanto antes: quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de sucesso terapêutico e até de cura.

O Agosto Branco é um convite à reflexão e à ação. Conscientizar sobre os riscos do tabagismo e do uso do vaping, reforçar a importância da prevenção e estimular o rastreamento são passos fundamentais para reduzir o impacto do câncer de pulmão no Brasil.

Cuidar da saúde respiratória é um compromisso coletivo. Mesmo quem não fuma deve estar atento à exposição passiva e buscar orientações médicas regulares. Afinal, a informação e a detecção precoce são as armas mais eficazes contra uma das doenças que mais ameaçam a vida dos brasileiros.

Dr. Maurício Pimentel conduziu mesa de debates que reuniu especialistas para discutir inovações tecnológicas, novas terapias e estratégias integradas no tratamento do câncer de pulmão.

Nos dias 8 e 9 de agosto, especialistas de todo o Brasil se reuniram para debater avanços e desafios no diagnóstico e tratamento do câncer de pulmão, uma das principais causas de mortalidade no mundo. A programação contemplou temas de grande relevância, como o impacto da poluição na incidência da doença, os riscos do cigarro eletrônico, abordagens cirúrgicas e radioterápicas em diferentes estágios do câncer, terapias-alvo, imunoterapia e inovações tecnológicas no cuidado ao paciente.

O evento contou com a apresentação de casos clínicos complexos e mesas-redondas que reuniram pneumologistas, cirurgiões torácicos, oncologistas e radioterapeutas para discutir condutas baseadas em evidências. Entre os destaques, estiveram debates sobre câncer de pulmão em jovens e não tabagistas, estratégias de rastreamento, avanços no tratamento de pacientes com mutações específicas e novas perspectivas terapêuticas para doença localizada e avançada.

No segundo dia, o Dr. Maurício Pimentel, cirurgião torácico do ICATOR, teve papel de destaque como moderador da mesa “Perspectivas Futuras na Oncologia Torácica”, que abordou inovações como broncoscopia robótica, demarcação de nódulo pulmonar com NIR, evolução nas terapias sistêmicas com novos medicamentos e avanços no planejamento radioterápico. A participação reforça o compromisso do ICATOR com a atualização científica contínua e com a incorporação de técnicas e tratamentos de ponta na prática clínica.

A presença do ICATOR neste evento reforça seu compromisso com a excelência no cuidado aos pacientes, a atualização científica constante e a integração de diferentes especialidades na busca por melhores resultados no tratamento do câncer de pulmão. O engajamento de seus profissionais em fóruns de relevância nacional fortalece a missão da instituição de oferecer atendimento humanizado aliado às mais modernas práticas da medicina torácica.

O Grupo ICATOR teve uma presença marcante no TÓRAX 2025 – XXIV Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica, realizado de 7 a 9 de maio, em Recife. O evento reuniu mais de mil cirurgiões torácicos de todo o Brasil e do exterior, promovendo um ambiente de intenso intercâmbio científico, atualização técnica e networking entre os principais nomes da especialidade.

Representatividade e Destaques

A participação do ICATOR foi multifacetada e significativa:

  • Dr. Maurício Pimentel atuou como comentador nas Sessões de Temas Livres, contribuindo com sua visão crítica e experiência clínica para enriquecer os debates científicos e estimular o aprimoramento técnico dos profissionais da área.
  • Dr. Fábio May foi anunciado como membro da Diretoria Executiva da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT) para a gestão 2025–2027, consolidando a influência do grupo nos rumos estratégicos da especialidade no Brasil.
  • Dr. Sandino Sá também integrou a comitiva do ICATOR, participando ativamente das sessões clínicas e científicas do congresso.

Além disso, o grupo contribuiu com a produção editorial da SBCT, participando da elaboração de um capítulo do livro oficial da sociedade, lançado durante o evento.

Produção Científica ICATOR no Congresso TÓRAX 2025

O Grupo ICATOR teve nove trabalhos aprovados e apresentados durante o congresso, reforçando seu protagonismo científico e o compromisso com a disseminação de conhecimento técnico e atualizado:

1. Excelência Cirúrgica no Câncer de Pulmão: Análise Comparativa do Registro Brasileiro com Padrões Internacionais

Tipo: Apresentação oral
Participação: Grupo ICATOR

Resumo: Estudo multicêntrico que compara os dados do Registro Brasileiro de Câncer de Pulmão (RBCP) com benchmarks internacionais. Os resultados reforçam a qualidade da cirurgia oncológica no Brasil, especialmente em centros especializados.

2. Cirurgia Minimamente Invasiva no Tratamento do Câncer de Pulmão: Análise de Resultados do ICATOR

Tipo: Pôster científico
Participação: Grupo ICATOR

Resumo: Análise retrospectiva de 190 pacientes operados em Florianópolis entre 2019 e 2024. O estudo mostrou que técnicas minimamente invasivas estão associadas a menores complicações e tempo de internação reduzido.

3. Acurácia do PET-CT na Avaliação Mediastinal em Pacientes com Câncer de Pulmão Não Pequenas Células

Tipo: Pôster científico
Participação: Grupo ICATOR

Resumo: Avaliação de 169 pacientes mostrou acurácia global de 76% para o PET-CT, com sensibilidade de 27% e especificidade de 88%. Os dados reforçam a necessidade de métodos invasivos em casos com suspeita mediastinal.

4. Avaliação da Qualidade das Ressecções Pulmonares Oncológicas de um Centro de Referência em Santa Catarina

Tipo: Pôster científico
Participação: Grupo ICATOR

Resumo: Com base nos critérios da IASLC, o estudo mostrou taxa de ressecção R0 superior a 80%, indicando excelência técnica e resultados compatíveis com centros internacionais de referência.

5. Aprimorando a Precisão Prognóstica no Câncer de Pulmão: Impacto da 9ª Edição do Estadiamento TNM

Tipo: Pôster científico
Participação: Grupo ICATOR

Resumo: Estudo nacional com mais de 2 mil pacientes mostrou que a nova edição do estadiamento TNM proporciona melhor estratificação prognóstica, com curvas de sobrevida mais consistentes entre os estágios clínicos.

6. Entre o Bisturi e a Imuno-histoquímica: O Desafio de Diagnosticar Tumores Mesenquimais Pulmonares

Tipo: Relato de caso
Participação: Grupo ICATOR

Resumo: Caso de tumor pulmonar raro, inicialmente classificado como maligno, mas diagnosticado como tumor mesenquimal inflamatório após imunohistoquímica. Destaca a importância da correlação clínico-patológica para diagnóstico preciso.

7. Fístula Gastro-pulmonar: Um Relato de Caso

Tipo: Relato de caso
Participação: Grupo ICATOR

Resumo: Relato de um paciente com fístula entre estômago e pulmão, decorrente de trauma torácico antigo. O manejo cirúrgico combinado torácico-abdominal foi eficaz, com boa recuperação pós-operatória.

8. Achado Incidental de Teratoma de Mediastino Gigante em Paciente com Pancolite Ulcerativa Grave

Tipo: Relato de caso
Participação: Grupo ICATOR

Resumo: Relato de ressecção videotoracoscópica de teratoma mediastinal gigante em paciente imunossuprimida. O caso destaca a importância do rastreamento em pacientes com doenças inflamatórias intestinais.

9. Análise do Perfil Clínico-epidemiológico e sua Influência no Tratamento do Empiema Pleural

Tipo: Pôster científico
Participação: Grupo ICATOR

Resumo: Estudo retrospectivo em hospital público de Florianópolis. Pacientes com maior carga de comorbidades tiveram maior necessidade de intervenção em dois tempos (drenagem seguida de cirurgia).

Total de trabalhos apresentados pelo Grupo ICATOR no TÓRAX 2025: 9

Temas Relevantes do Congresso

Entre os principais tópicos abordados no TÓRAX 2025, destacaram-se:

  • Cirurgia minimamente invasiva: segmentectomias e timectomias por VATS e RATS, uso de reconstrução 3D para planejamento cirúrgico.
  • Oncologia torácica: critérios de ressecabilidade, terapias perioperatórias, radiômica e evolução técnica das ressecções pulmonares.
  • Tecnologia e inovação: broncoscopia robótica, HITOC e inteligência artificial aplicada à cirurgia torácica.
  • Tratamento de pneumopatias avançadas: cirurgia redutora de volume, válvulas endoscópicas e transplante pulmonar.
  • Cirurgia de via aérea e mediastino: novas técnicas para ressecções traqueais e tumores complexos do mediastino.

Compromisso com a Excelência

A atuação do Grupo ICATOR no TÓRAX 2025 reforça sua missão de integrar prática clínica, ensino e pesquisa com excelência. A presença em painéis, sessões de temas livres, produção científica e editorial demonstra um time comprometido com o desenvolvimento técnico da cirurgia torácica brasileira e com a melhoria contínua da assistência aos pacientes.

Um Marco na Inovação Cirúrgica

A medicina tem avançado significativamente com a incorporação de tecnologias de ponta, e a cirurgia robótica destaca-se como um dos maiores progressos na área cirúrgica.

Recentemente, Florianópolis celebrou um marco importante com a realização da primeira cirurgia torácica robótica na cidade, utilizando a plataforma Da Vinci.

O procedimento foi conduzido pelo grupo ICATOR de cirurgia torácica de Florianópolis, com o Dr. Fábio May atuando como cirurgião principal e contando com a participação do Dr. Maurício Pimentel, também da ICATOR. Para assegurar a excelência do procedimento, o grupo convidou o Dr. Ricardo Mingarini Terra, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e coordenador do Centro de Excelência em Tórax do Hospital Israelita Albert Einstein, para atuar como proctor.

Sobre o Dr. Ricardo Mingarini Terra

O Dr. Ricardo Terra é professor da FMUSP, chefe da equipe de Cirurgia Torácica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e coordenador do Centro de Excelência em Tórax do Hospital Israelita Albert Einstein. Com formação acadêmica sólida, incluindo doutorado pela FMUSP e experiência internacional, ele é um dos principais nomes da cirurgia torácica no Brasil. Possui mais de 120 publicações científicas e atua ativamente em sociedades médicas nacionais e internacionais.

A cirurgia realizada em Florianópolis envolveu a remoção de uma lesão no mediastino e transcorreu sem intercorrências.

O Dr. Fábio May destacou que a introdução da cirurgia robótica na cidade representa um avanço significativo, permitindo procedimentos minimamente invasivos com alta precisão, resultando em recuperações mais rápidas para os pacientes.

O Dr. Ricardo Terra ressaltou a importância da expansão da cirurgia robótica no país, enfatizando que a tecnologia possibilita a realização de procedimentos complexos com maior precisão e menos invasividade. Ele elogiou a estrutura do Hospital de Caridade em Florianópolis e a competência da equipe local, destacando o compromisso com a formação contínua e a excelência no atendimento aos pacientes.

A realização dessa cirurgia pioneira em Florianópolis evidencia o compromisso da comunidade médica local com a inovação e a busca por tratamentos que proporcionem melhores resultados e qualidade de vida aos pacientes.

Impactos do Tabagismo Passivo na Saúde

A fumaça do tabaco contém mais de 7.000 substâncias químicas, das quais centenas são tóxicas e pelo menos 70 são cancerígenas. Assim, o tabagismo passivo apresenta riscos significativos à saúde, tanto para adultos quanto para crianças:

Em adultos:

  1. Doenças cardiovasculares:
    • Aumenta o risco de infarto e outras complicações cardíacas.
    • Eleva os níveis de pressão arterial e reduz a capacidade de transporte de oxigênio no sangue.
  2. Câncer de pulmão:
    • Mesmo em não fumantes, a exposição prolongada pode causar o desenvolvimento desse tipo de câncer.
  3. Problemas respiratórios:
    • Agrava doenças como asma, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
  4. Complicações em gestantes:
    • A exposição pode levar a abortos espontâneos, partos prematuros e baixo peso ao nascer.

Em crianças:

  1. Infecções respiratórias:
    • Maior incidência de pneumonia e bronquiolite.
  2. Problemas auditivos:
    • Risco aumentado de infecções no ouvido médio.
  3. Síndrome da morte súbita infantil (SMSI):
    • O tabagismo passivo é um fator de risco significativo para bebês.
  4. Comprometimento do desenvolvimento pulmonar:
    • A exposição pode causar danos irreversíveis aos pulmões em crescimento.

Causas a Longo Prazo

Os efeitos do tabagismo passivo não se limitam ao curto prazo. A exposição contínua à fumaça de tabaco pode gerar condições crônicas e impactar a qualidade de vida ao longo dos anos:

  1. Doenças crônicas:
    • A exposição prolongada está associada ao desenvolvimento de doenças como DPOC, hipertensão e diabetes tipo 2.
  2. Cânceres além do pulmão:
    • Estudos mostram que o tabagismo passivo aumenta o risco de câncer em outros órgãos, como bexiga, pâncreas e fígado.
  3. Declínio cognitivo:
    • Há indícios de que a exposição contínua ao tabaco pode contribuir para o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e demência.
  4. Riscos intergeracionais:
    • Mulheres expostas ao tabagismo passivo durante a gravidez podem ter filhos com maior probabilidade de desenvolver problemas respiratórios e metabólicos na vida adulta.
  5. Envelhecimento precoce:
    • O tabagismo passivo pode acelerar o envelhecimento celular, contribuindo para o surgimento precoce de doenças relacionadas à idade.

Como Proteger-se do Tabagismo Passivo

Embora o tabagismo passivo seja uma ameaça invisível, há várias medidas eficazes para reduzir a exposição:

  1. Ambientes livres de fumo:
    • Proíba o uso de cigarros em casa e no carro, mesmo quando as janelas estão abertas.
    • Escolha restaurantes e estabelecimentos que adotam políticas de ambiente 100% livre de fumo.
  2. Educação e conscientização:
    • Informe os fumantes próximos sobre os riscos que a fumaça representa para os outros.
    • Participe de campanhas para ampliar a conscientização sobre os perigos do tabagismo passivo.
  3. Políticas públicas:
    • Apoie leis que proíbam o fumo em locais fechados e espaços públicos.
    • Incentive a implementação de programas de cessação do tabagismo para fumantes.
  4. Apoio e recursos:
    • Utilize purificadores de ar em casa para minimizar a poluição do ambiente.
    • Incentive amigos ou familiares fumantes a buscar ajuda para parar de fumar.

O tabagismo passivo é mais do que um incômodo; é uma questão de saúde grave que afeta milhões de pessoas. A conscientização sobre seus perigos e a implementação de medidas preventivas podem salvar vidas e promover ambientes mais saudáveis para todos.

Proteger-se do tabagismo passivo é um ato de cuidado consigo mesmo e com as futuras gerações. Seja um defensor de ambientes livres de tabaco e contribua para um mundo mais saudável e livre de fumaça!