ENCONTRO CATARINENSE DE PNEUMOLOGIA​

No dia 26/11 a ICATOR esteve presente em Florianópolis no encontro catarinense de pneumologia onde palestraram os doutores, Thiago Leandro Marcos e Dr. Mauricio Pimentel.

O pectus excavatum e o pectus carinatum são alterações da formação dos ossos e cartilagens do tórax, que podem ser identificados logo ao nascimento ou durante as fases de crescimento. O pectus excavatum (“peito escavado”) é diagnosticado quando o peito se projeta para dentro, e o pectus carinatum (“peito de pombo”), quando é para fora. Geralmente causam poucos sintomas, a queixa principal é estética.

O tratamento do pectus em graus leves é feito com fisioterapia e correção postural. Os casos mais graves são tratados com cirurgia, podendo ser indicadas as técnicas aberta ou minimamente invasiva (barra de Nuss). O uso de coletes ou dispositivos de sucção (vacuum bell) não são eficazes na maioria dos pacientes, podendo ser utilizados em casos selecionados.

A avaliação dos linfonodos mediastinais pode ser feita da forma convencional através da mediastinoscopia, que envolve a realização de anestesia geral e demanda internação hospitalar e alguns dias para recuperação completa, ou através de ultrassonografia endobrônquica com biópsia transbrônquica (EBUS-TBNA).

Trata-se de exame endoscópico de última geração, onde se realiza simultaneamente endoscopia respiratória e ultrassonografia endobrônquica, com avaliação em tempo real dos linfonodos mediastinais, proporcionando biópsia aspirativa dos mesmos e avaliação em sala por patologista especializado, que é realizado sob sedação e com a possibilidade de o paciente retomar suas atividades diárias no dia posterior a realização do exame.

O EBUS também pode ser utilizado para a avaliação de lesões pulmonares centrais ou mediastinais que ainda não tenham diagnóstico.

Todo o exame é acompanhado por uma equipe de patologistas: Dr. Arthur Gentili e Dr. Ubiracy Júnior do nosso parceiro Imunocore, os quais já fazem a avaliação do material coletado imediatamente, averiguando a qualidade e quantidade da amostra para o estudo definitivo.

Inscreva-se no nosso canal do Youtube!

Agende sua consulta por Whatsapp:
https://bit.ly/wicator

Corpo Clínico ICATOR

FABIO MAY DA SILVA – CRM 5.855
THIAGO LEANDRO MARCOS – CRM 13724
MAURICIO PIMENTEL – CRM SC 19.059
SANDINO RAGNINI SÁ – CRM SC 18.842
FELIPE BRITTO – CRM 32295

Por ter um impacto imenso na saúde da população, o câncer de pulmão tem exigido um esforço crescente de parte dos profissionais de saúde na busca por medidas que possam combate-lo. A adoção de hábitos saudáveis, conscientização a respeito dos prejuízos relacionados ao tabagismo ativo e passivo e suporte aos pacientes que desejam parar de fumar são os pilares centrais na luta contra o câncer.

Além disso, acesso à assistência médica capacitada e exames de rastreamento quando bem indicados podem fazer com que essa doença silenciosa seja descoberta em estágios iniciais, quando o tratamento tem chances muito maiores de reestabelecer a saúde desses pacientes.

O câncer de pulmão é atualmente o terceiro tipo mais comum de câncer entre os homens e o quarto entre as mulheres. É o maior responsável por mortes entre os homens e o segundo entre as mulheres, ficando atrás apenas do câncer de mama e custando a vida de quase 30 mil brasileiros a cada ano. A mortalidade dessa doença vem em tendência de queda entre os homens, porém crescendo entre as mulheres, o que se relaciona com a popularização do tabagismo entre as mulheres e uma redução deste hábito entre os homens. Cabe a nós concentrar esforços no combate a um problema de saúde nacional que é responsável pela perda precoce e evitável de tantas vidas.

O câncer de pulmão é o tipo de tumor que mais causa mortes em todo o mundo, por isso estar atento aos sinais e sintomas bem como realizar um diagnóstico precoce da doença é fundamental.

Sendo o principal fator de risco o hábito de fumar, alguns sinais e sintomas devem ser investigados com maior atenção. Entre diversos sinais e sintomas, listamos abaixo alguns dos mais prevalentes:

  • Tosse crônica: Usualmente neoplasias pulmonares em estágios mais avançados ou em contato direto com a via aérea (mesmo em fases precoces da doença) podem produzir tosse frequente e incapacitante. Tosse que se prolonga por mais de duas a três semanas deve ser investigada com maior atenção.
  • Escarro com sangue: Neoplasias pulmonares podem provocar pequenos sangramentos dentro da via aérea, sendo frequente a presença de tosse ou escarro com sangue. Doença em estágio mais avançado ou localização mais central no pulmão pode ocasionar grande volume de sangramento e risco de complicações graves.
  • Falta de ar: A substituição de tecido pulmonar saudável pelas células doentes que o câncer provoca diminui a capacidade de troca gasosa e consequente função pulmonar do paciente. A compressão ou invasão da via aérea pela doença também é responsável por tal sintoma, podendo levar a complicações maiores como infecções pulmonares causada por obstrução das vias aéreas.
  • Dor torácica: Sintoma comum em pacientes com estágio mais avançado da doença, onde o tumor pode estar invadindo estruturas próximas como o mediastino, costelas, diafragma e outros. Pequenas lesões pulmonares ou a própria doença em estágio inicial costuma ser assintomática, não sendo a dor torácica sintoma comum nestes casos.
  • Perda de peso: Sintoma comum, porém não exclusivo do câncer de pulmão. Isso ocorre por um aumento nos processos metabólicos das proteínas, com consequente aumento na necessidade de calorias diárias e emagrecimento. Todo paciente com alto risco para câncer de pulmão e com emagrecimento de origem indeterminada deve ser investigado com maior atenção.

Em pacientes com risco elevado para câncer de pulmão a valorização e investigação apurada dos sinais e sintomas podem levar a um diagnóstico mais precoce e alterar o curso da doença, aumentando o êxito terapêutico.

A crioterapia pulmonar é uma técnica que permite a realização de biópsias pulmonares (criobiópsia), desobstrução brônquica e retirada de corpos estranhos aspirados na via aérea, de forma pouco invasiva. O procedimento geralmente é realizado com uma sonda introduzida por um aparelho de broncoscopia. O princípio da técnica é o congelamento do tecido através da expansão de um gás (geralmente CO2) que se encontra inicialmente comprimido em um reservatório. Ao ser liberado e sofrer expansão gasosa, ocorre rápida queda da temperatura na extremidade da sonda e o processo de congelamento.

A criobiópsia pulmonar transbrônquica é um método que permite a coleta de amostras do pulmão de tamanho que maior que a broncoscopia convencional, sem necessidade de cirurgia. Pode ser útil para o diagnóstico de várias doenças.

A crioterapia também pode ser utilizada para a reabertura de brônquios obstruídos por tumores ou outras doenças. Outra indicação do método é a retirada de corpos estranhos dentro da traqueia ou brônquios, principalmente quando há dificuldades para retirada com pinças devido ao tipo de material aspirado.

A equipe ICATOR teve grande participação na organização do 10o Congresso Sul Brasileiro de Cirurgia Torácica realizado entre os dias 02 e 04/06 em Florianópolis. Estiveram presentes palestrantes de renome nacional discutindo os assuntos mais atuais da especialidade, principalmente a cirurgia minimamente invasiva (robótica e videocirurgia).

Foram debatidos os tratamentos mais modernos para o câncer de pulmão e outras doenças do tórax. Houve participação de grande número de especialistas da região sul e também de outros estados. Destaque para o crescimento do papel da cirurgia robótica na especialidade e a perspectiva de desenvolvimento de novos tratamentos para o câncer.

A ICATOR junto à comissão organizadora tem a honra de convidá-los para o 10º Congresso Sul-Brasileiro de Cirurgia Torácica que ocorrerá no período de 2 a 4 de junho de 2022, em Florianópolis, a linda capital catarinense.

O local escolhido foi o hotel Majestic, na área central da cidade, com infraestrutura para receber as atividades científicas e a possibilidade de conhecer as diversas atrações da cidade.

Nosso objetivo é compartilhar experiências com a possibilidade de debate sobre os principais temas da cirurgia torácica através de casos clínicos com ênfase nas discussões multidisciplinares.

Ficaremos honrados com a sua presença.

Para maiores informações acesse:

http://csbtorax2022.com.br

O pneumotórax é o acúmulo de ar entre os pulmões e as costelas, prejudicando a respiração. Os sintomas mais comuns são dor torácica, falta de ar e tosse. As causas mais comuns são os traumatismos de tórax, geralmente com fraturas de costelas. Outra causa frequente é a presença de pequenas bolhas, que podem ocorrer em pacientes jovens sem doença pulmonar, podendo romper e causar sintomas de forma súbita. Outras doenças pulmonares com enfisema, tuberculose e outras infecções também podem causar pneumotórax.

O tratamento geralmente é realizado com a colocação de um dreno que permite a reexpansão do pulmão. Em alguns casos, quando o pneumotórax é pequeno e causa poucos sintomas, pode-se apenas fazer o acompanhamento médico e uso de medicações. Quando ocorre o pneumotórax não é resolvido apenas com o dreno, ou o paciente apresenta um segundo episódio, é recomendada a realização de cirurgia, geralmente por videotoracoscopia.